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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Que abram-se as cortinas!



Esse texto foi escrito para a disciplina de Educação e Diversidade Cultural, 
da prof. Emilia Prestes com a supervisão do prof. Fernando Abath.




Já que o teatro é a arte de representar a vida, que tal fazer um texto sobre mim, sobre a minha vida? Vai que alguém – que não seja eu - resolva representá-la nos palcos? Vou avisando logo de início: Ela não é uma das mais animadas, mas posso dizer que é divertida e até contraditória. 

Entrei em cena no dia 01 de fevereiro de 1993. Bom, a maluquice já começa aí. Minha mãe diz que nasci nessa data, mas meu querido pai me registrou como nasci no dia 30 de janeiro. Até hoje não entendo o porquê, tenho pra mim que ele estava bêbado. Aos dois anos de idade pensei que ia ganhar um irmão, mas não aconteceu, até hoje sou filha única e mimada. Comecei a estudar aos quatro aninhos de idade e chorava muito todos os dias depois que minha mãe me deixa do outro lado do portão da escola. No mesmo ano que entrei na escola, tivemos que nos mudar pra outro bairro, aí mais choro. Não queria deixar a minha casa, os meus amiguinhos, os meus vizinhos, a minha professora... É, olhando assim sou um pouco egoísta, mas quem não é?! Bairro novo, vizinhos novos, escola nova, amiguinhos novos... O tempo foi passando, fui crescendo e desaprendendo a chorar por qualquer bobagem.

Já passei por muita coisa nessa minha curta vida cheia de aprendizagens. A cada novo cenário mais surpresas entram em cena, é quando começa a arte da improvisação. Ter que improvisar pra se sair bem não é nada fácil. Você precisa pensar em si, mas não podendo esquecer que sua fala afeta outros, e que uma vez afetados muda completamente o contexto e o roteiro da história, tendo assim, um final imprevisto.

E o que falar das emoções? Essas são na maioria das vezes incontroláveis. Demonstrar sentimentos é uma coisa muito complicada, principalmente se eles forem sinceros. Você nunca sabe qual será a reação das pessoas. Outro item complicado: contracenar com gente. Gente tem coração, gente se machuca, gente sofre, gente sente. E não é pouco, não. Pois tudo que fazemos com o outro, reflete direta ou indiretamente em nós. Uma simples palavra interpretada de forma errada, pode gerar um efeito bola de neve, com graves proporções. Causando brigas,  tristeza, baixo astral e vários “eu te avisei!”. E pode ter certeza que de quebrar a cara eu entendo. Já encenei essa parte muitas vezes, e creio que ainda vou representar muitas outras vezes essa mesma cena. Afinal, as decepções são degraus para o nosso sucesso. As críticas são sempre bem vindas e se forem construtivas as espero de braços abertos.

Não poderia deixar de citar os nomes dos personagens principais que fazem parte dessa trama. Atuando muito bem no papel de companheira de todas as horas, minha mãe, Dona Luzia. No papel de homem cuidadoso, meu pai, Seu Edmilson. Também não posso me esquecer dos atores coadjuvantes que me ajudaram e ajudam a montar esse espetáculo: meus amigos - que atuam diariamente  na minha vida, seja na escola, no trabalho, na universidade, nos cursos, no bairro, na igreja, na academia, entre outros lugares que passo e que passei. -, meus professores – que me ensinaram muita coisa, e me ajudaram a ser quem eu sou hoje. -, e porque não citar os meus ex? Namorado, paquerinhas, rolos e afins. Todos vocês  contribuíram para essa peça, com vocês e por vocês tive que decorar falas, expor sentimentos, selecionar figurino, retocar maquiagem e improvisar. Aliás, tive que improvisar muito pra não perder a fala e deixar que lágrimas em uma hora indevida atrapalhassem a cena, ou simplesmente borrasse a maquiagem.

  Pessoas foram, outras vieram e algumas ainda permanecem na minha vida. Sabe aquela história das pessoas cometas e pessoas estrelas? Pois bem, tenho estrelas que brilham comigo desde a época da infância. Agradeço muito por isso, todos os dias!

Nota da autora: Só peço que ao fim desse texto não sejam apagadas as luzes ou fechadas as cortinas. Pois, mesmo depois dos aplausos, sempre há uma continuação. Ou você acha que a minha história acaba aqui? Eu tenho a certeza que muita coisa ainda está para acontecer. Só espero que o meu final feliz não demore muito a chegar.



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3 comentários:

  1. Oi amada!!

    Gostei do seu cantinho viu..Sua postagem foi show!!

    Se quiser tem SORTEIOS no meu blog, participe viu, esse aqui é um deles:

    http://www.ohlouka.com/2011/11/sorteio-de-20-esmaltes.html

    Beijinhos e fique com Deus

    www.ohlouka.com

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  2. Aiê, que legal. Foi uma ótima inspiração pra terminar de me empurrar: vou escrever um livro. Ah, e também estou atuando... Você deve estar acompanhando no meu blog... É ótimo, não é? Enfim, espero que, tanto você quanto eu, tenhamos sorte. Acho que também deveriam fazer uma peça sobre a minha vida. Apesar de eu ter apenas 14 anos, já vivi muita coisa. Mesmo. Beijo, querida!

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  3. Brigada meninas!
    Num é Raquel, deviam fazer mesmo. kkkkk.
    Beijo também.
    :*

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Obrigada por comentar. E volte sempre que desejar! (;

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